Médico Fernando Cunha Lima é condenado a mais de 22 anos de prisão por estupro de vulnerável

O médico Fernando Cunha Lima foi condenado a 22 anos, cinco meses e dois dias de reclusão pela prática de crime de estupro de vulnerável contra duas vítimas. A decisão da 4ª Vara Criminal de João Pessoa foi divulgada nesta sexta-feira (11).

Foto: Reprodução/TV CÂMARA. Laerte Cerqueira

A defesa do médico afirmou que vai entrar com recurso.

Em relação às outras duas vítimas, o réu foi absolvido por, segundo a sentença, inexistência de prova suficiente. O MPPB está analisando se vai recorrer dessas absolvições.

O Ministério Público pediu a condenação do acusado por quatro crimes cometidos contra três crianças, uma vez que uma das vítimas foi abusada duas vezes. Porém, o número de vítimas foi recalculado.

Denúncias contra Fernando Cunha Lima

O médico foi preso no dia 7 de março em Pernambuco, acusado de estuprar crianças durante consultas médicas. Ele era considerado foragido desde o dia 5 de novembro de 2024, quando a Polícia Civil tentou cumprir um mandado de prisão preventiva e não encontrou o acusado em casa.

No dia 14 de março, ele foi transferido para a Penitenciária Especial do Valentina de Figueiredo., em João Pessoa.

As primeiras acusações contra o médico surgiram em 25 julho de 2024, quando uma mãe relatou à polícia que presenciou o profissional tocando as partes íntimas de seu filho durante uma consulta em João Pessoa. Após a divulgação do caso, outras vítimas – incluindo uma sobrinha do pediatra – buscaram a Delegacia de Crimes contra a Infância e Juventude.

Atualmente, Cunha Lima responde por dois processos: um com quatro vítimas e outro com duas. O Ministério Público (MP) aponta que uma das crianças teria sido abusada duas vezes. Investigadores também revisaram denúncias antigas, como a de uma sobrinha do médico, que alega ter sido violentada por ele em 1991.

Com clínica no bairro de Tambauzinho, o pediatra era conhecido por atender gerações de famílias na capital paraibana, muitas das quais confiavam nele desde o nascimento dos filhos.

Durante o andamento do caso, a defesa do pediatra Fernando Cunha Lima afirmou, em nota, que o médico é inocente e “está sendo acusado injustamente”.

Do Jornal da Paraíba

Compartilhe