
O Vale do Piancó vive um momento de fortalecimento da cultura, do artesanato e da economia criativa. A participação da região no 42º Salão do Artesanato Paraibano, realizado em Campina Grande, reflete o resultado de um trabalho contínuo construído ao longo dos últimos anos por artesãos, instituições e agentes públicos comprometidos com a valorização da identidade cultural paraibana.
Entre os representantes da região, destacam-se Ariana Gomes, do município de Igaracy, estreante no evento com peças em biscuit e que conta com o apoio institucional da Prefeitura de Igaracy para fortalecer sua trajetória no artesanato local, e Gil Rendas, natural de Pesqueira (PE), radicado em Piancó há cinco anos, onde desenvolve seu trabalho com renda renascença, uma das mais tradicionais expressões do artesanato nordestino.
Nos bastidores desse avanço, sobressaem parcerias institucionais estratégicas. O gerente regional do Sebrae/PB em Itaporanga, José Isaac Pinto de Araújo (Isaac Araújo); o Agente de Roteiros Turísticos (ART) do Sebrae/PB, Rafael Rodrigues; e a gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae/PB, Regina Lúcia de Medeiros Amorim (Regina Amorim), desempenham um papel silencioso, porém decisivo, na construção de oportunidades que unem território, empreendedorismo e identidade cultural no Vale do Piancó.
Na esfera estadual, o secretário de Estado da Cultura da Paraíba, Pedro Santos, conduz políticas públicas voltadas ao incentivo, à preservação e à difusão da cultura paraibana, ampliando o reconhecimento das manifestações culturais e dos saberes tradicionais do estado.
Nesse mesmo campo da memória institucional da cultura paraibana, permanece o legado do poeta e ex-secretário de Estado da Cultura, Laureci Siqueira dos Santos. Sua gestão, durante o governo Ricardo Coutinho, destacou-se pelo fortalecimento de políticas culturais estruturantes, pela ampliação do acesso democrático à cultura e pelo estímulo consistente à economia criativa, deixando um legado que continua inspirando iniciativas voltadas ao desenvolvimento cultural.
No cenário atual da gestão estadual, o Governo da Paraíba é chefiado por João Azevêdo, tendo como vice-governador Lucas Ribeiro, que assume o Executivo apenas nas hipóteses de substituição legal ou temporária, conforme previsto na Constituição.
No campo da organização cultural regional, destaca-se o GICI – Grupo de Incentivo Cultural de Itaporanga, fundado pelo coreógrafo Odilon Fernandes Neto e reconhecido como o primeiro Ponto de Cultura do Vale do Piancó. O grupo atua na formação artística e na promoção de atividades culturais, fortalecendo expressões populares como a dança, o teatro e ações comunitárias.

Também integra esse ecossistema a Danita Store, empresa sediada em Itaporanga e liderada por Danielle Fernandes Dantas Lima, voltada ao fornecimento de materiais de armarinho e insumos essenciais à produção artesanal, contribuindo de forma indireta para a sustentabilidade do setor.
Outro nome ligado a esse processo é o do poeta Hosmá Passos, que atua voluntariamente há mais de dez anos no mapeamento dos artesãos da região. Com uma trajetória de mais de duas décadas dedicada ao desenvolvimento territorial e à valorização das potencialidades culturais, sua atuação estabelece pontes entre memória, identidade e futuro, ampliando a visibilidade da produção artesanal do sertão paraibano.
Ao comentar o momento, o poeta destacou a importância da integração entre sociedade civil, artesãos, instituições públicas e parceiros estratégicos como força motriz para ampliar oportunidades, fortalecer a economia criativa e consolidar o artesanato como vetor de desenvolvimento econômico, social, cultural e turístico da região.
Ele também registrou agradecimentos ao Sebrae/PB, nas pessoas de Isaac Araújo, Rafael Rodrigues e Regina Amorim; ao secretário Pedro Santos; à Prefeitura de Igaracy; e a todos os profissionais e instituições envolvidos no fortalecimento do artesanato regional.
Por fim, foram parabenizados Ariana Gomes, Gil Rendas e todos os artesãos que representam seus municípios no 42º Salão do Artesanato Paraibano. Ressalta-se que cada peça exposta representa muito mais do que uma manifestação artística: é memória viva, identidade moldada pelas mãos do povo do Vale do Piancó e um instrumento de projeção da região no cenário cultural da Paraíba e do Brasil.







