A chefe de gabinete do presidente da Câmara, Hugo Motta, teve poder para movimentar R$ 4 milhões de 10 funcionários e ex-funcionários do deputado. A suspeita de rachadinha foi revelada pelo Metrópoles. De acordo com o portal, Ivanadja Velloso Meira Lima tinha procurações que davam à ela poderes ilimitados para movimentar o dinheiro dos servidores. O esquema teria começado em 2011, início do primeiro mandato do parlamentar.
Ivanadja Lima já é ré por improbidade administrativa, acusada de gerenciar um esquema de rachadinha no gabinete do deputado Wilson Santiago, também da Paraíba. A ação tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Quando deixou o gabinente de Santiago, começou a trabalhar com Motta.
Entre os funcionários que teriam assinado uma procuração, dando poder à chefe de gabinete para movimentar contas bancárias, está Ary Gustavo Xavier Guedes Soares. De acordo com a Folha de São Paulo, ele está nomeado desde 2011 no gabinente de Hugo Motta, mas na verdade é caseiro da fazenda do parlamentar, que fica em Serraria (PB), cidade de 6 mil habitantes a 131 quilômetros de João Pessoa.
Com a revelação, deputados têm comentado e criticado o presidente da Câmara nos bastidores, mas reservadamente têm dito que nada vai ser feito, já que muitas pautas estão em jogo e recentemente Motta liberou emendas para os líderes da Câmara.
No mês passado, reportagem da Folha de São Paulo mostrou que Hugo Motta manteve por anos três funcionárias fantasmas e com rotinas incompatíveis com trabalhos na casa legislativa. Uma mora em Brasília e atua como fisioterapeuta, e há outras duas que moram na Paraiba, sendo uma estudante de medicina e uma assistente social de uma prefeitura da Paraíba.
Há informações também que cinco parentes das funcionárias também foram empregados no gabinete de Motta. Alguns salários ultrapassavam 5 dígitos.
Hugo Motta não se manifestou.







